Muito mais que um restaurante...

Fundado em 2011, o Tashiling, na época o primeiro e único restaurante tibetano do Brasil, nasceu da união de propósitos de vida de seus criadores, Ogyen e Adriana Shak.

Ele, um tibetano apaixonado pelo Tibet, que se dedica a divulgar e preservar sua cultura de sabedoria e paz ao povo brasileiro.

Ela, uma gaúcha, que após enfrentar uma dramática e inesperada perda familiar, se dedica a entender a vida de uma forma mais sábia e profunda.

Em 2013, em meio a novos desafios, o Tashiling mudou de endereço e se transformou no Espaço Tibet.

Ogyen Shak - do Espaço Tibet

Tibetano de nascimento, Ogyen Shak personifica um drama que assola seu país há mais de 60 anos: a ocupação da China comunista, iniciada em 1950. Aos 16 anos, encarou uma aventura que parecia possível apenas em filmes. Num
grupo com trinta pessoas, atravessou o Himalaia a pé com três de seus irmãos mais jovens.
Seu objetivo? Fugir do Tibet em busca de liberdade.

Ogyen Shak lutou pela vida e venceu.

Ao cruzar a fronteira entre o Tibet e o Nepal, foi internado num hospital para refugiados onde permaneceu por um ano longe dos pais ou familiares. Lutou para se recuperar de uma gangrena que afetou suas mãos, braços, pés e pernas e acabou perdendo os dedos de um dos pés. Após sua recuperação, morou num campo de refugiados tibetanos em Dharamsala, na Índia, onde reencontrou os irmãos e precisou trabalhar para sustentá-los. Foi lá também que teve a oportunidade de aperfeiçoar suas habilidades na cozinha.

 Suas memórias afetivas giram muito em torno da comida. Adorava Putu – as bolinhas de manteiga de iaque que sua mãe dava para cada um dos filhos, quando fazia manteiga para a família. Costumava comê-las com tsampa, a tradicional farinha de cevada tibetana.

Começou a se interessar pela culinária, durante um ritual tibetano, quando precisou cozinhar para os monges que conduziam a cerimônia em sua casa. Seu primeiro prato foi a base de Pakshoi e macarrão de arroz.

Seu pai, um fazendeiro e criador de iaques e cordeiros e amante da culinária, também foi e ainda é sua grande fonte de inspiração.

Teve aulas de culinária durante o tempo em que morou na Índia, na TCV Tibetan Village Children school, uma escola que até hoje acolhe crianças e adolescentes tibetanos refugiados. E foi lá que seu dom para a cozinha começou a ser notado, pois começou a ser chamado para cozinhar nos eventos escolares.

 Conseguiu reconstruir sua vida na Índia, exercendo sua especialidade: a arte sacra tibetana. Ajudou na pintura e ornamentação de grandes templos sagrados, onde seus dotes culinários não passaram desapercebidos e com frequência era requisitado para cozinhar em ocasiões especiais. Em 2006, seguindo os conselhos de seu mestre, veio ao Brasil para coordenar a pintura e a ornamentação de um templo de budismo tibetano em Cotia, interior de São Paulo. Seus irmãos ficaram com seus pais, que também passaram a morar na Índia. Quatro anos depois, conheceu sua  atual esposa, a gaúcha Adriana da Rocha que, na época, era moradora de um templo de budismo tibetano localizado em Três Coroas.
Um restaurante parecia ser o cenário perfeito para iniciar a realização do seu maior sonho: divulgar e manter-se em contato com a cultura do seu amado país, terra esta para onde um dia ainda sonha poder retornar.

Adriana Shak - Diretora do Espaço Tibet

​​Gaúcha de Novo Hamburgo, Adriana Shak nutre a busca por enxergar, além do óbvio e convenções, a compreensão em profundidade dos “mistérios da vida”. Aos 12 anos, foi desafiada ao encarar a perda inesperada da pessoa que mais amava, sua mãe, juntamente com a irmãzinha prestes a nascer. 
Precisou aprender a conviver com a ausência do carinho que a presença materna lhe providenciava junto com seu pai e seus dois irmãos mais velhos. Desde cedo tinha pensamentos e idéias diferentes de sua família, o que por vezes gerava conflitos e insegurança.

A inconformação com a falta de respostas coerentes sobre a vida e as perdas se intensificou de tal forma que aos 23 anos, para o desespero de sua família, Adriana abandonou a faculdade de administração e uma carreira promissora como aeroviária e se mudou para um templo de budismo tibetano em Três Coroas, Rio Grande do Sul, em busca de entender a espiritualidade e a si mesma.

Permaneceu como voluntária no templo budista por 14 anos, convivendo com a cultura e religião tibetanas, que lhe inspiraram a contemplação da vida sob uma ótica diferente. Em 2009, “esbarrou” com o tibetano Ogyen Shak. Naquela época, Shak era o artista responsável pela ornamentação do templo tibetano Odsal Ling, localizado em Cotia, interior de São Paulo.

Adriana se encantou imediatamente pela sua postura alegre e divertida, que transmitia experiência e sabedoria. Após um ano de namoro, em agosto de 2010, o casamento às pressas evitou a deportação de Shak do Brasil.  Um marido e um restaurante tibetano, com todas as diferenças e desafios, se transformaram num novo cenário para que a jornada em busca do conhecimento pudesse continuar.

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